A Físsil Flor

Segunda-feira

super físsil




- Jo...
- é tudo que se vê se o campo for de visão.
- ...




Domingo

revérbero






com teus olhos


provo o fôlego de Adônis

traçados outonos solares

em minha nuca

está o sopro das lâminas nuas

preenchido por hálitos quentes







ilustração: Jasper Goodall





Quarta-feira

*nEla

o contorno da bela
por onde
entra
a margem
por onde
molha
a língua os ângulos
curvos da face
ao dorso
tange

os dedos por onde
o corpo imerso
veio vem
sai por
onde entra
vai dobra
ao encontro
por onde torna
encerra
surge sua
o elo em si
incide
nEla



Segunda-feira

alheio




isso de querer
sem saber o que
me trouxe exatamente aqui




"um poeta não se pega"




momentânea pausa. sobre um diálogo com o texto da Gabi: "Eh melhor não ser normal", do Madame D'Eau.

não sei o que é melhor. ou mesmo ser o que.
bom, lendo Artaud e sobre artaud, me deparei com textos acerca do poeta português Sebastião Alba. e como já é tendencioso, fugi. agora com a postagem no blog da Gabi, retornei ao.

o poeta português, naturalizado moçambicano, um dia belo-belo largou tudo e se tornou um morador de rua. poeta, professor, engajado ... enfim, sem entrar em detalhes devido ao desencontro de informações que tive acesso, apenas dados primários para uma pesquisa. assim, a intersecção está no modo como ele se refere à poesia, que muito me agrada. isto pude ver em alguns vídeos de entrevista.

instigantes no mínimo.

pois que chamei tantos à baila [como é de hábito]: o vídeo acima une estes pensamentos, o texto da Gabi [ou o que leio nele], Antonin Artaud e Sebastião Alba, e alguns pensamentos aqui comigo ancorados . o vídeo faz referência a um poema de Artaud, objeto para leituras mais detidas . e para quem se diverte com ou sem: um pouco mais de nove minutos de não-reflexão pouco afoitos.

fica a interface à guisa de consideração final.


Sexta-feira

assim


o sabor leve nos lábios


a fugir ou um quase

projetar o beijo das plumas

adejantes no ar

de março

é todo o corpo

que quero esquivo

desacostumado

me arde

o peso dos sumos

vastos



Quinta-feira

me diz





a ida era como
e para que







Domingo

imersos


os corpos

em muda
ação
aquém importa
o viço ser um
dos poucos muitos
imporéns dos corais
caleidoscopiosos
e vermelhecidos

neumas no mar

são reflexos remotos

Sexta-feira

gracejos



~>>>um gavião so b r e v o a uma so b e r b a lagarta xadrez>>>>>>>>>>>>>>



<~~~~~~~~~~era Ontônia sem exclamenções~~
>>>pareciam loucos






Quarta-feira

o pio


era uma vez

ou
outra
um
quero-quero
poema curto
eu-vôo esquivo em
cantos escuros
que me tira
o pio
meus crivos de fábula

alarindo...
no
chão
olhando
os telhados





Segunda-feira

sigo


in

si
nua

nu
vem
céu sabor
choveu s a u d a d e sua






a boba


glub glub blá blá blá
e qui voca licos
(se nem oiço naisci miuda)

com verso mole
quase todo água
que nadas piaba

ui ai
tem escamas
de fujofico!

hein, tem dia nada aqui e.
aos postiços, ainda que







Sábado

fora de si


cobre os tons
ourados pêlos
de outono

fotossinto
em red
out









Quinta-feira

etividades



a ver mió
pias e lá
trinas
não ou 20's

eu cá
lendo cem
compromessas

em meu calo
não me calam
Nicanor






Terça-feira

segunda lição



os generos são
só não faço drama



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Jo Bittencourt
Vila Velha, ES, Brazil
F r a g m e n t o s
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