A Físsil Flor
Sexta-feira
euvasão
não me verifique
fragmentado de
tentativas
dividido por
sabores
esvazio
com versos
entre os dentes
exalo
o cheiro já passado
dos começos
Domingo
Sábado
Quarta-feira
insanolências
sentei-me na penúltima carteira do canto esquerdo da sala. contei 32 pessoas. receberam 17 folhas verdes, enumeradas e repassadas ao ocupante da carteira seguinte. começada do canto direito da sala a distribuição, quando chegou até mim não havia mais folhas. perguntei ao professor quanto a falta. ele se vira abre uma pequena porta localizada no centro do quadro a giz, retira três quadros idênticos da monalisa e me entrega, então questiono: “me referi às 17 folhas verdes”, ele responde indo embora, “pois. estão aí”.
Sábado
Quinta-feira
re feição
dedos
com garras
machos com báculo
dentes adaptados para cortar
cúspides
caninos fortes
cônicos e pontiagudos...
humm!
mesmíticos.
nós, os carnívoros.
Quarta-feira
Sábado
motivação
para sua segurança
fulano desentende o orifício
ciclano tira a seco
o sumo do cenário previsto
beltrano (um deserto particular)
quânticas vezes
sobre a insídia do espelho
tal a
estranheza
a face fácil
o grafismo retorcido
em guardanapos
pois que tenho gula
quero aumento
dos conflitos
tanto menos
tanto mais
forem efusivos
e passíveis
de riso
Segunda-feira
octabulário
en en t re ab
e r t a ta
el aatin ha ha
um co co ra
ção a oo la a do
do re lo lógio de
mama
chaado
Sexta-feira
Segunda-feira
papogaio
.... e dizia subtrair
.............o espaço
..................vago:
na casa de
pinóquio
de pau
o espeto é
de circunlóquios
(...)
são
contor...nados la
dos órbi.....tas a co..
res abertas.......fechadas..
digressões..........:céu para
..cegos a ve ..........lar línguas con
..densadas .........falas a trans
..... gredir........ as lábias dos
..líqui....dos ocul
..tos
Quarta-feira
desatinozinho
quem é o sujeito da grafia
lhe pergunto
são estes caracóis em minhas palavras
se peço nada aos teus olhos
se são apenas para ver
sereias em meus versos
caladas sem segredos
e sobretudo
meu pronome bastardo
lenha
ag
..or
...a
....resp
........ir
........ação
...........tem
.............po..de¿
..................ter...ou
..........................t e m p o
.................................) de
...................................com
.......................................pos
..........................................i
..........................................ção
Sexta-feira
íngua materna
sexto texto:
lambe a concreção dos espaços
branco
punho
grelos
fratura
continua melada por dentro...mas esse é o avessozinho
Terça-feira
manipulário
o b s t i nada letra sem tino
ela não tinha veia
e se rasgava
na vidraça...
assim este texto tem o peso
de uma pedra
- herdei tudo de família!
...num assalto
.....................leia
.....................não tenha medo
.....................medusa
Quarta-feira
Sexta-feira
anibal
anoitece
tece uma amarga consistência
ao redor
o clarão dos faróis escurece a noite
te pergunto aonde esse conto quer te levar
*
anibal
anoitece
tece amarga
ao redor
o clarão dos faróis
te pergunto aonde esse conto quer te levar
*
anibal
anoitece
tece
ao redor
os faróis
te pergunto aonde esse conto quer te levar
*
anibal
tece
tece
ao redor
os faróis
aonde esse conto quer te levar
*
anibal
tece
ao redor
esse conto quer te levar
tece uma amarga consistência
ao redor
o clarão dos faróis escurece a noite
te pergunto aonde esse conto quer te levar
*
anibal
anoitece
tece amarga
ao redor
o clarão dos faróis
te pergunto aonde esse conto quer te levar
*
anibal
anoitece
tece
ao redor
os faróis
te pergunto aonde esse conto quer te levar
*
anibal
tece
tece
ao redor
os faróis
aonde esse conto quer te levar
*
anibal
tece
ao redor
esse conto quer te levar
Sábado
afãcia
o camisolinha
o catarro
o azarino
o ansiado
soufria de amenesias em tão paussou a crê-ver suas menórias:
Terça-feira
no mesmo
prosaísmo
rachas
náuseas
poderiam ser ditos de outros modos mas desejavam os códigos femininos
catálise

.........no verso
um... corpo por pouco
......caso
uma...quieta.....palavra
..........que te leio
...s o l t a
.........falta
...........que te faço tato
.......se o amor moreno
.............não morre figura
........fica
..........de costas
onde .deixo.........rente os mamilos
......e no ombro
......o queixo
........em s u s s u r r o s
.................a perdê-lo
..............eriço superfícies amenas
......por menos ditos
Quinta-feira
***
frestas de anilina neste fim de céu
são pés de começo um soturno acolá
de estelas e marias no chão
nascendo aqui o risco de sol
quando sempre quase
fisga inacessível
dentro a noite
o mesmo fujo
enquanto avança
o dia
do mesmo riso
são pés de começo um soturno acolá
de estelas e marias no chão
nascendo aqui o risco de sol
quando sempre quase
fisga inacessível
dentro a noite
o mesmo fujo
enquanto avança
o dia
do mesmo riso
Quarta-feira
Domingo
s o n s
p o u s o.....à.....p a i s a g e mp e l e.......s o b r e
i n c i s o s........d' á g u a
c a l o .....n o......c a l o r
d o........que.... a r
d i a ....... a ..v e s ..s o
s .o ..ç o b r a
a o........c o r p o
o.......que
ria
l í q u.. i d o
n o...........s i l ê n c.. i.. o
d a s...........t a t u a g e n s
o s.........g e s t o s
m o s t o s........d o s
t o q u e s.....s o b....v e l u d o s
............................s o n o r o s
t a t o s......n e b l i n a m - s e
o n d a s.. - ..l í n g u a s
e r i ç a m........p i l o s i d a d e s
o l h a r e s.........t a n g i d o s
Goldfish - Gustav Klimt
Segunda-feira
Domingo
revérbero

com teus olhos
provo o fôlego de Adônis
traçados outonos solares
em minha nuca
está o sopro das lâminas nuas
Quarta-feira
*nEla
o contorno da belapor onde
entra
a margem
por onde
molha
a língua os ângulos
curvos da face
ao dorso
tange
os dedos por onde
o corpo imerso
veio vem
sai por
onde entra
vai dobra
ao encontro
por onde torna
encerra
surge sua
o elo em si
incide
nEla
Segunda-feira
"um poeta não se pega"
momentânea pausa. sobre um diálogo com o texto da Gabi: "Eh melhor não ser normal", do Madame D'Eau.
não sei o que é melhor. ou mesmo ser o que.
bom, lendo Artaud e sobre artaud, me deparei com textos acerca do poeta português Sebastião Alba. e como já é tendencioso, fugi. agora com a postagem no blog da Gabi, retornei ao.
o poeta português, naturalizado moçambicano, um dia belo-belo largou tudo e se tornou um morador de rua. poeta, professor, engajado ... enfim, sem entrar em detalhes devido ao desencontro de informações que tive acesso, apenas dados primários para uma pesquisa. assim, a intersecção está no modo como ele se refere à poesia, que muito me agrada. isto pude ver em alguns vídeos de entrevista.
não sei o que é melhor. ou mesmo ser o que.
bom, lendo Artaud e sobre artaud, me deparei com textos acerca do poeta português Sebastião Alba. e como já é tendencioso, fugi. agora com a postagem no blog da Gabi, retornei ao.
o poeta português, naturalizado moçambicano, um dia belo-belo largou tudo e se tornou um morador de rua. poeta, professor, engajado ... enfim, sem entrar em detalhes devido ao desencontro de informações que tive acesso, apenas dados primários para uma pesquisa. assim, a intersecção está no modo como ele se refere à poesia, que muito me agrada. isto pude ver em alguns vídeos de entrevista.
instigantes no mínimo.
pois que chamei tantos à baila [como é de hábito]: o vídeo acima une estes pensamentos, o texto da Gabi [ou o que leio nele], Antonin Artaud e Sebastião Alba, e alguns pensamentos aqui comigo ancorados . o vídeo faz referência a um poema de Artaud, objeto para leituras mais detidas . e para quem se diverte com ou sem: um pouco mais de nove minutos de não-reflexão pouco afoitos.
fica a interface à guisa de consideração final.
Sexta-feira
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